terça-feira, 31 de março de 2009

McDonald's: tortura ou paraíso bovino?

Nunca se questionaram sobre o que acontece ao certo num matadouro da famosa cadeia de fast food da qual tantos de nós somos valentes apreciadores? Não?
Pois eu já, e diversas vezes, principalmente desde que vi um dos episódios do Family Guy no qual havia um boi (seria uma vaca com voz macha?) falante que denunciou, inclusive numa sessão para o público e media, aquilo que se realmente se passava, como as vacas eram brutalmente assassinadas até chegarem, por um processo algo complexo, ao chamado estado "hamburguer". Eu tenho um sonho, vá, uma visão diferente daquilo que efectivamente ocorre; quero acreditar numa empresa McDonald's mais humana, mais amiga das suas vacas.

Imaginem assim: um pavilhão gigante, com uma clarabóia enorme para entrar a luz do sol, chão inteiramente coberto de relva, um lago, e vacas a socializarem. Muitas vacas. Diversão? Claro! Um spa à beira lago, casino aberto o dia inteiro, cabeleireiro, ginásio, entre outros; e, o mais importante de tudo, uma fonte inesgotável e constante de álcool. Para além de amaciar a carne (yammy!), cada vaca beberia até morrer naturalmente após um coma alcoólico; uma equipa especializada trataria de retirar o bicho do local e só depois se processaria o belo do lombo até chegar à forma McBacon (my favorite!).

Não custa assim tanto comer um hamburguer no McDonald's depois de se assumir convictamente que é assim que tudo acontece. As vacas afinal morrem felizes, alcoolizadas, a fazerem o que quiserem, desde uma massagem com lama até uma permanente no pêlo. É impossível não vos apetecer um hamburguer neste PRECISO momento. Só sei que a mim me apetece, e muito.

E para todos os que não sabem o que fazer com a sua vida, é como a empresa diz: working at McDonald's, "it's not just a job, it's a career!", but first go study at Hamburger University, where "the curriculum is comprehensive, thought-provoking, and the perfect foundation for building a high-powered career". Se não estiver feliz depois de tirar o meu curso, já sei para onde vou; só espero que os meus pais compreendam a minha decisão e me apoiem neste meio difícil que é o de fazer hamburguers.

Para mais informações sobre histórias de sucesso de trabalhadores da McDonald's, valores nutricionais, ou apenas para ver o old creepy Ronald, visitem: http://www.mcdonalds.com/ .



p.S: Apoio ao movimento THERE'S A LITTLE BIT OF RONALD IN EVERYONE. Para contribuições, nomeadamente donativos, comunicar com a minha secretária. Muito obrigada.




Yours truly.



segunda-feira, 30 de março de 2009

Hipertricose, o flagelo da sociedade actual

Hoje li uma crónica de uma jornalista, cujo nome me esqueci, perdoem-me a falha, que falava, basicamente, sobre os teimosos pêlos que insistem em aparecer nas narinas e nas orelhas dos homens, com a idade. A ideia a reter, depois de ultrapassado o choque inicial de se falar de hipertricose auricular e nasal masculina numa revista de domingo, era a de que o corpo, aliás, o aspecto exterior do corpo se ia deteriorando com a idade, de acordo, também, com o desaparecimento da fertilidade. As mulheres, com a perda das hormonas, perdiam a sedutora rigidez outrora apreciada pelos elementos sexo oposto, bem como engordavam e, vá, ficavam feias (?), por já não serem necessárias para a procriação. Contudo, era assustador o mesmo acontecer nos homens, já que estes são férteis até uma idade bastante avançada (note-se o pai do Iglesias, aquilo é que é uma festa; ou até o Hugh Hefner, que suponho que seja o chefe de uma família bastante alargada, devido aos 82 anos de intensa actividade relacional com as suas coelhinhas). A jornalista dizia então que não se compreendia o facto de os homens fugirem a esta regra com tanta lógica e as mulheres terem de se submeter a aturar tanto pêlo junto numa só pessoa. Só se justificava caso a Natureza tivesse previamente assinado um contrato com as empresas que fabricam aqueles aparelhos engraçados de cortarem pêlos.


A minha revolta é: porquê?
1º - Um homem com 50/60 anos continua a chamar a atenção de raparigas cada vez mais novas; uma mulher com a mesma idade mete medo;
2º - A generalidade dos homens (salvo certas excepções de atletas, os designados "bichas" e os metrossexuais) passam a vida inteira sem tirar um único pêlo; a mulher que não se depila não é bem vista na sociedade (ainda existe aquele preconceito de que as francesas têm hipertricose axilar???);
3º - Na televisão somos diariamente expostas a anúncios de cremes miraculosos (a.k.a técnicas para deprimirem mesmo o espírito mais optimista) contra rugas, que nos farão parecer 10 anos mais novas; anúncios a cremes para homens, onde estão eles?
4º - Porque é que um homem velho com uma rapariga jovem é um garanhão e uma mulher mais velha com um rapaz é um escândalo? Não terão também as mulheres direito ao amor de um jovem? Afinal, uma mulher mais velha é uma mulher mais experiente, que sabe de certeza o que faz.


Estas e mais revoltas num blog perto de si.

p.S: Pago a quem conseguir responder-me a estas e a muitas outras dúvidas.

Yours truly.