quinta-feira, 23 de abril de 2009

Queima 2009 - Festival de Primavera de Coimbra

Ora ora! Xutos&Pontapés (espero que o pézinho do baterista já esteja curado!). Deolinda (está a melhorar); no mesmo dia Morcheeba! Sim senhor, isto está a aquecer! Ah Quinzinho, que saudades tenho de te ouvir, que falta fizeste o ano passado! Brandi Carlile! Buraka Som Sistema (altamente dispensáveis, mas tudo bem)! PATRICE!

OMG! OMG! OMG! CANSEI DE SER SEXY! I found the light! (som de coro, e luz celestial a iluminar-me, tentem imaginar, sim, isso, quase, aí está a imagem perfeita!)

Éééé lááááá! Este ano é que isto vai rebentar com a escala de adesão das populações à Queima das Fitas! Tenho a certeza que virão pequenos grupos de cada cidade do país (quiçá não virão também alguns de Espanha e das Franças), todos cheios de loucura, disposto a gastar o dinheiro que for preciso para ver as cabeças de cartaz deste ano. A banda sonora de fundo do recinto serão gritos histéricos de meninas e assobios de rapazes. Como vai ser bonito!


E a cereja em cima do bolo desta GRANDE festa ACADÉMICA? Todas as pessoas, estudantes ou não, quer sejam de Coimbra ou de outros locais, vão poder ver o espírito unido desta Academia, a Tradição Coimbrã, os grupos académicos, as tunas de todas as faculdades, cada qual a tocar no dia correspondente à sua! Wait.



...



Estranho. Estou aqui com o cartaz ao lado, e não vejo muitas das tunas. Devo estar no site errado.



...



Não! É o correcto! Mas que coisa mais estranha que se passa aqui! Não actuam muitas das tunas e grupos académicos! Será que tinham outros compromissos e não poderiam ir actuar? Not. Será que não tinham gente suficiente para ir actuar? Not. Será que não lhes apetece ir actuar? Double not.


Weird: "A Comissão organizadora da Queima das Fitas, com a intenção de tornar cada vez maior esta festa estudantil (...)". Se calhar tenho andado enganada, porque tinha ideia que, por maior que se quisesse tornar esta festa estudantil, dado que é uma festa de estudantes para estudantes, os grupos académicos não seriam, DE TODO, postos de lado. Mas parece que é o que está aqui a acontecer.


Só espero que a Brandi, os Patrice, os Buraka e as CSS consigam transmitir todo o seu amor à Academia de Coimbra, já que os seus próprios grupos não terão oportunidade de o fazer.


Irra.




p.S: Uma boa Queima das Fitas de Coimbra para todo o país, nestes "110 anos de Sonho e TRADIÇÃO".



Yours truly.




sábado, 4 de abril de 2009

A banda de garagem do 2º Esquerdo

Seis e meia da manhã. Os pássaros cantam. Os raios de Sol já dão um bocadinho de si. O dia começa a nascer. O meu vizinho de cima levanta-se. Um terramoto. Eu não adormeço. Resultado: novo post no blog a reclamar de tal personagem.

Sendo noctívaga como sou, seja a estudar em plena época de exames, seja a chegar de uma bela e intensa noitada com as amigas (tradução: cheia de sono), dá cabo do sistema nervoso, central e periférico, ter um alarme não requisitado no andar de cima, a abrir gavetas, a fechar gavetas, a arrastar mesas, a arrastar cadeiras, a arrastar o elefante de estimação (a sério, SÓ PODE, eu nunca o vi, mas eu sei que ele tem de estar lá!), a mudar o piano de cauda de sítio, a abrir e a fechar portas, com a televisão em alto e bom som, e mais uma catrefada de coisas que, com o cansaço, nem consigo distinguir apenas pelo som e pelas vibrações que se sentem na parede do meu quarto. Tenho a ligeira sensação que neste preciso momento está a treinar para a competição do próximo sábado de quem consegue abrir e fechar mais gavetas por segundo durante meia hora.

Acho uma falta de respeito. Afinal, aqui em casa somos todas boas meninas, nem fazemos festas, nem barulho (excluindo, vá, um gritinho ou outro mais histérico em alturas stressantes de muito, muito estudo e a música metal ou rock que costumo ouvir quando saio do banho e enquanto me visto) e temos de aturar, ou aliás, tenho de aturar tal coisa barulhenta todos os santos dias nos quais calhe deitar-me por volta das seis. Ninguém me paga para isto! Se eu quisesse chinfrineira durante a noite/madrugada mudava-me para um apartamento em frente à Associação Académica ou um ao lado da linha Coimbra - Aveiro na estação de comboios!

E o barulho continua. Desde há uma hora atrás. Já referi que, em cima de tudo, hoje é SÁBADO? O dia sagrado para se dormir e para deixar a vida passar-nos ao lado durante toda a manhã?

Só digo mais isto: (censurado) do meu vizinho. Pobres dos filhos. Quer dizer, mais ou menos, esses também decidem correr a maratona e os 100m sem barreiras todas as tardes.





p.S: Alguém me forneça só um pouquinho mais de paciência. E formas originais de resolver a situação. Fico à espera de sugestões.




p.S2: 7h19. Já se calou. Finalmente, posso dormir.




Yours truly.




terça-feira, 31 de março de 2009

McDonald's: tortura ou paraíso bovino?

Nunca se questionaram sobre o que acontece ao certo num matadouro da famosa cadeia de fast food da qual tantos de nós somos valentes apreciadores? Não?
Pois eu já, e diversas vezes, principalmente desde que vi um dos episódios do Family Guy no qual havia um boi (seria uma vaca com voz macha?) falante que denunciou, inclusive numa sessão para o público e media, aquilo que se realmente se passava, como as vacas eram brutalmente assassinadas até chegarem, por um processo algo complexo, ao chamado estado "hamburguer". Eu tenho um sonho, vá, uma visão diferente daquilo que efectivamente ocorre; quero acreditar numa empresa McDonald's mais humana, mais amiga das suas vacas.

Imaginem assim: um pavilhão gigante, com uma clarabóia enorme para entrar a luz do sol, chão inteiramente coberto de relva, um lago, e vacas a socializarem. Muitas vacas. Diversão? Claro! Um spa à beira lago, casino aberto o dia inteiro, cabeleireiro, ginásio, entre outros; e, o mais importante de tudo, uma fonte inesgotável e constante de álcool. Para além de amaciar a carne (yammy!), cada vaca beberia até morrer naturalmente após um coma alcoólico; uma equipa especializada trataria de retirar o bicho do local e só depois se processaria o belo do lombo até chegar à forma McBacon (my favorite!).

Não custa assim tanto comer um hamburguer no McDonald's depois de se assumir convictamente que é assim que tudo acontece. As vacas afinal morrem felizes, alcoolizadas, a fazerem o que quiserem, desde uma massagem com lama até uma permanente no pêlo. É impossível não vos apetecer um hamburguer neste PRECISO momento. Só sei que a mim me apetece, e muito.

E para todos os que não sabem o que fazer com a sua vida, é como a empresa diz: working at McDonald's, "it's not just a job, it's a career!", but first go study at Hamburger University, where "the curriculum is comprehensive, thought-provoking, and the perfect foundation for building a high-powered career". Se não estiver feliz depois de tirar o meu curso, já sei para onde vou; só espero que os meus pais compreendam a minha decisão e me apoiem neste meio difícil que é o de fazer hamburguers.

Para mais informações sobre histórias de sucesso de trabalhadores da McDonald's, valores nutricionais, ou apenas para ver o old creepy Ronald, visitem: http://www.mcdonalds.com/ .



p.S: Apoio ao movimento THERE'S A LITTLE BIT OF RONALD IN EVERYONE. Para contribuições, nomeadamente donativos, comunicar com a minha secretária. Muito obrigada.




Yours truly.



segunda-feira, 30 de março de 2009

Hipertricose, o flagelo da sociedade actual

Hoje li uma crónica de uma jornalista, cujo nome me esqueci, perdoem-me a falha, que falava, basicamente, sobre os teimosos pêlos que insistem em aparecer nas narinas e nas orelhas dos homens, com a idade. A ideia a reter, depois de ultrapassado o choque inicial de se falar de hipertricose auricular e nasal masculina numa revista de domingo, era a de que o corpo, aliás, o aspecto exterior do corpo se ia deteriorando com a idade, de acordo, também, com o desaparecimento da fertilidade. As mulheres, com a perda das hormonas, perdiam a sedutora rigidez outrora apreciada pelos elementos sexo oposto, bem como engordavam e, vá, ficavam feias (?), por já não serem necessárias para a procriação. Contudo, era assustador o mesmo acontecer nos homens, já que estes são férteis até uma idade bastante avançada (note-se o pai do Iglesias, aquilo é que é uma festa; ou até o Hugh Hefner, que suponho que seja o chefe de uma família bastante alargada, devido aos 82 anos de intensa actividade relacional com as suas coelhinhas). A jornalista dizia então que não se compreendia o facto de os homens fugirem a esta regra com tanta lógica e as mulheres terem de se submeter a aturar tanto pêlo junto numa só pessoa. Só se justificava caso a Natureza tivesse previamente assinado um contrato com as empresas que fabricam aqueles aparelhos engraçados de cortarem pêlos.


A minha revolta é: porquê?
1º - Um homem com 50/60 anos continua a chamar a atenção de raparigas cada vez mais novas; uma mulher com a mesma idade mete medo;
2º - A generalidade dos homens (salvo certas excepções de atletas, os designados "bichas" e os metrossexuais) passam a vida inteira sem tirar um único pêlo; a mulher que não se depila não é bem vista na sociedade (ainda existe aquele preconceito de que as francesas têm hipertricose axilar???);
3º - Na televisão somos diariamente expostas a anúncios de cremes miraculosos (a.k.a técnicas para deprimirem mesmo o espírito mais optimista) contra rugas, que nos farão parecer 10 anos mais novas; anúncios a cremes para homens, onde estão eles?
4º - Porque é que um homem velho com uma rapariga jovem é um garanhão e uma mulher mais velha com um rapaz é um escândalo? Não terão também as mulheres direito ao amor de um jovem? Afinal, uma mulher mais velha é uma mulher mais experiente, que sabe de certeza o que faz.


Estas e mais revoltas num blog perto de si.

p.S: Pago a quem conseguir responder-me a estas e a muitas outras dúvidas.

Yours truly.